Estudos e Conclusões

Separador

Capítulo 1: Construir a resiliência da Europa num mundo instável
Introduz os desafios globais e a tripla crise planetária: alterações climáticas, perda de biodiversidade e poluição. Examina a necessidade urgente de transformar os sistemas de produção e consumo.

Capítulo 2: O quadro político europeu em evolução
Descreve a arquitetura política para uma transformação verde justa, focando-se no Pacto Ecológico Europeu e nas prioridades emergentes para a sustentabilidade.

Capítulo 3: Ambiente e clima na Europa: estado e perspetivas
Avalia o estado atual e o progresso em três áreas: biodiversidade e ecossistemas; mitigação e adaptação às alterações climáticas; poluição e saúde ambiental.

Capítulo 4: Gerir a dinâmica entre a nossa economia e os nossos recursos naturais
Explora as prioridades conflituantes no uso de recursos e defende a resolução de impasses através da gestão sustentável, descarbonização, circularidade e restauro da natureza.

Capítulo 5: Satisfazer as necessidades das pessoas: sistemas de produção e consumo na Europa
Analisa a relação entre o mundo natural e os sistemas de energia, mobilidade, indústria, alimentação e ambiente construído, mostrando como a terra, a água e as matérias-primas sustentam a economia.

Capítulo 6: Motivos para ter esperança: alavancas de mudança transformadora
Examina o quadro legislativo existente e ferramentas futuras como inovação tecnológica e social, governação, finanças e competências.

Este estudo apresenta uma análise detalhada do consumo de recursos hídricos na produção global de algodão entre os anos de 2020 e 2024. A investigação foca-se na distinção entre a água da chuva (água verde), a água de irrigação (água azul) e a água necessária para diluir poluentes (água cinzenta).
Fonte: International Cotton Advisory Committee (2025)
Water Footprint in Cotton 2020-2024: A Global Analysis

O estudo publicado na Nature Food examina o impacto ambiental de diferentes dietas no Reino Unido, incluindo veganos, vegetarianos, consumidores de peixe e de carne. Utilizando dados de 55.504 pessoas e avaliando indicadores ambientais como emissões de gases de efeito estufa, uso de terra e água, risco de eutrofização e perda potencial de biodiversidade. O estudo revela que todas as dietas baseadas em produtos animais têm impactos ambientais significativamente maiores. Especificamente, dietas veganas apresentam um impacto muito menor em todos os indicadores quando comparadas a dietas ricas em carne. Esta pesquisa reforça a necessidade de reduzir o consumo de produtos de origem animal para mitigar impactos ambientais.

Este estudo investigou o impacto ambiental total de duas dietas à base de plantas: a dieta Mediterrânea e a dieta Vegana, seguindo as recomendações nutricionais italianas relevantes. Ambas as dietas partilham a mesma taxa de macronutrientes e cobrem todas as recomendações nutricionais. Os cálculos foram feitos com base numa dieta teórica de uma semana com 2000 kcal/dia.
A principal conclusão do estudo é que a dieta Vegana apresenta cerca de 44% menos impacto ambiental total em comparação com a dieta Mediterrânica, apesar de o conteúdo de produtos animais na última ser baixo (com 10,6% das calorias totais da dieta). Este resultado apoia claramente a ideia de que o consumo de carne e laticínios desempenha um papel crítico, acima de tudo, em termos de danos à saúde humana e aos ecossistemas. O estudo apoia a tese de que mesmo um conteúdo mínimo a moderado de alimentos de origem animal tem um impacto consistente na pegada ambiental de uma dieta, e a sua redução pode proporcionar benefícios ecológicos significativos.
Fonte: International Journal Environmental Research and Public Health (2023)
Environmental Impact of Two Plant-Based, Isocaloric and Isoproteic Diets: The Vegan Diet vs. the Mediterranean Diet

Enquanto que no mundo, em média, o gasto de água por pessoa, ronda os 110 litros por dia, em Portugal, cada habitante gasta acim de 180 litros de água em atividades como tomar duche, lavar os dentes ou cozinhar.
Fonte: Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR) (2023)
Relatório Anual dos Serviços de Águas e Resíduos em Portugal

Uma revisão de 2021 focada na avaliação do ciclo de vida ambiental de diferentes tipos de dieta (omnívora, vegetariana e vegana) confirmou que, em comparação com as dietas omnívoras, as dietas veganas reduzem os impactos no uso da terra em 50–86%, no uso da água em 22–70% e nas emissões de gases de efeito estufa em 21–70%. Além disso, a inclusão de substitutos de carne à base de plantas processados, como hambúrgueres Beyond e Impossible, não diminui esses benefícios ambientais, indicando uma vantagem robusta dessas dietas em termos de sustentabilidade.

Análise do impacto ambiental devastador da "fast fashion" e propõe uma mudança de paradigma: e se a moda deixasse de ser apenas "menos má" e passasse a contribuir ativamente para a saúde do planeta? O foco sai da simples redução de danos para a criação de um sistema de moda circular apoiado por novas legislações europeias.
Fonte: European Parliamentary Research Service (2020)
What if fashion were good for the planet?

Este estudo conclui que a alimentação vegetariana pode ter um papel preventivo no desenvolvimento de cancro no intestino. A pesquisa destaca que dietas ricas em carne vermelha e processada podem estar associadas ao aumento do risco desta doença, devido à produção de compostos genotóxicos e alterações na microbiota intestinal. Em contraste, dietas vegetarianas, ricas em fitoquímicos, antioxidantes e anti-inflamatórios, podem contribuir para a manutenção de uma microbiota intestinal saudável e prevenção deste tipo de cancro.

Os resultados encontrados no presente estudo demonstram que, uma dieta com pouco ou nenhuma quantidade de alimentos de origem animal, estão relacionadas com a redução de doenças cardiovasculares, obesidade, cancro, diabetes, alzheimer, disbiose, colite ulcerativa, síndrome metabólica e dislipidemias. Isto é explicado pelo fato de que a dieta vegetariana tem um baixo teor de gordura, além de possuir uma maior quantidade de fibras, controlando a glicemia e os níveis de colesterol, prevenindo doenças intestinais. Também por ser uma dieta que dependendo da ingestão alimentar pode favorecer ao indivíduo um aporte de diversos nutrientes que melhora o estado integral da sua saúde.

A principal conclusão do estudo é que dietas com maior consumo de alimentos vegetais e menor consumo de alimentos de origem animal estão associadas a um menor risco de morbidade e mortalidade cardiovascular em uma população geral. A adesão a uma dieta vegetal saudável (com alto consumo de alimentos vegetais saudáveis) foi particularmente associada a uma redução significativa na mortalidade por doenças cardiovasculares e mortalidade geral. Não foram observadas associações positivas com dietas vegetais menos saudáveis (com alto consumo de alimentos vegetais menos saudáveis).

Os nossos equipamentos elétricos já não duram tanto como antigamente. O seu tempo de vida útil está a diminuir e tornar-se cada vez mais difícil e dispendioso repará-los ou substituir peças fundamentais, como um ecrã partido. Seja qual for o motivo, o fabrico repetido de novos produtos para substituir os antigos não é apenas uma má notícia para a carteira dos consumidores. Está também a aumentar drasticamente a ameaça das alterações climáticas.

Este relatório apresenta o verdadeiro custo da obsolescência programada e apresentamos recomendações para aumentar a reparabilidade dos nossos produtos do dia a dia, garantindo que durem mais tempo.
Fonte: EEB - The European Environmental Bureau (2019)
Coolproducts don’t cost the Earth – 2019 Briefing

Neste estudo, Mekonnen e Hoekstra calculam que o consumo médio global de água para a produção de 1 kg de carne bovina é de 15.415 litros. Este estudo faz uma análise detalhada das diferentes componentes da pegada hídrica (verde, azul e cinza) em várias regiões do mundo. O estudo indica ainda que a pegada hídrica para a carne de porco é de aproximadamente 6.000 litros de água por quilograma, enquanto para o frango é de cerca de 4.300 litros de água por quilograma.